O canto que grita num ritmo freneticamente incerto, que ocoa nas paredes formosas do vento, que baila sobre a inércia dos extensos pensamentos...
O canto, que não é melodia, trás de dia luz à companhia tardia...
O canto que transborda e se transforma em transporte para os surdos, para os que ouvem de mais, para os que sentem demasiadamente...
O canto que nunca canta, que se contradiz a todo instante, que esconde-se nas arestas frias das rosas dos ventos, e no tímpano encaracolado de todo o contentamento.
O canto mudo, nulo, ensurdecedor e secreto do meu EU interior!
31/01/2007
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