quarta-feira, janeiro 31, 2007

"Drink" temporal!

Preciso de algum remédio, alguma erva fitoterápica, alguma mistura indígena, alguma cápsula medicamentosa espacial para estancar, decapitar e estrangular essa melancolia rasa de sensações que não me pertencem!
Que fermento azedo é esse que gera certos dias ausentes de serotonina? Qual raio do sol precisa prenetrar na minha pele para que essas veias superfaturadas de sangue trabalhem com mais precisão?
Qual é o defeito da conexão entre os meus neurônios e o meu bulbo? Qual é a razão desse mal funcionamento?
Qual é a contribuição da chuva neste paradigma cerebral? Qual página desse livro bizantino devo arrancar? E as frases perdidas, guardo-as onde? Mando-as via SMS para o hemisfério norte do meu cérebro?
Preciso descobrir aonde escondi a chave dessas algemas impertinentes!
Curiosamente, a erva-de-São-João não tem me ajudado neste processo jurídico que tramita dentro da minha corrente sanguínea.
Talvez tomar umas doses diárias de tempo ajude a me arrancar de vez desse estado mental moderno chamado depressão!

2 comentários:

Henrique Fogli disse...

Adoro seus textos... são sinestésicos!!!

Helena disse...

É bom me daparar ao acaso com coisas conhecidas escritas por pessoas desconhecidas... conheço o que você fala... você falou por mim
Gostei do que escreve. Escolhi esse texto pra deixar minhas impressoes, mas deixarei meu nome naqueles que já li como quem joga pedrinhas no caminho percorrido pra poder voltar depois desse mundo seu.
Parabéns
Helena