quarta-feira, novembro 29, 2006

Lava quente!

Inerte nesta pequena imensidão do presente.
O que celebro ainda está por vir, e o que despejo nesta descarga de sensações é o que tem me sufocado, extraviado, manipulado.
As ondas do presente precioso têm navegado por outros mares, sem ser o meu.
Quem sabe eu a reencontre quando der de cabeça naquele azul infinito.
Momentaneamente, nada me distrai mais do que uma breve certeza: a de permanecer um bom tempo ausente do que me ataca e me calcula friamente.
Ah, ferozes linhas temporais! Tempestades de emoções intensas!
Lava quente, doente, insistente. Mais insistente que o ato de mendigar!

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