O tempo pulsa velozmente nesta noite de sexta-feira. Devo acompanhá-lo ou é cedo de mais para espalhar-me em seu tapete mágico?
Não sei, quem sabe dividir suas razões melódicas seja perigoso de mais. Quem sabe suas frações de segundo se multipliquem, me tornando, assim como ele, eterna.
Mas a eternidade não se resume só a ele. Há poeira de outros séculos e outras vidas em seu vapor transparente.
Devo arriscar? Devo me sujeitar a contestar o que fui ou o que não fui? Debruçar em sua luz cintilante me satisfaz mais do que invocar forças sobrenaturais.
Às vezes, perco-me dentro de mim mesma. Não sei explicar a doçura e a agonia de tudo isso que sinto. Talvez não exista explicação para tal dormência interna. Talvez o tempo passou lento ou rápido de mais. Talvez eu de fato não exista.
O tempo que pulsa, o tempo que trás e que leva, o tempo que suporta e carrega, o tempo que ama e desama.
O tempo... malditas cordas invisíveis que teimam em me agarrar!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário