sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Dias empoeirados!

Estes são os meus dias esquizofrênicos, idênticos, tingidos, tângíveis...
Há cavalos selvagens em cada esquina. Há seres estranhos em cada olhar.
Será que perdi alguma coisa que nunca cheguei a possuir de fato? A vida e seus absurdos surreais!
Algo acontece nesse ínterim, nesse meio, nesse atalho, nessa trincheira exposta de feridas ausentes.
Algo enlouquece-me sem tirar-me da sobriedade. Algo invade-me sem o meu convite. Algo padece longe daqui...
Saudade roxa!
Saudade que assola-me a alma ainda infantil!
Mas não há do que reclamar.
Esses, no entanto, são os meus dias longe de casa, longe do meu pedaço esquizofrênico que ficou perdido naquelas ruas e avenidas, naquelas festas e bebidas, naquelas noites tão vadias, porém, minhas!
... preciso limpar a poeira desses quadros pintados por outra mão.

Um comentário:

Henrique Fogli disse...

Depois de tirar a poeira
Ainda, sem eira nem beira
Retire também a moldura
Desenha o que quer que você queira
Brinque com a tela, pura
Faça do quadro uma vida
sem raiva, sem amargura
Mais bela, mais colorida
Seja com lápis de cor
Que seja com tinta ou giz
Mas com sonho, carinho e amor
E diga ao final: "Eu fiz"


Você é inspiradora! Te adoro!!!

Seu eterno fã!