Estes são os meus dias esquizofrênicos, idênticos, tingidos, tângíveis...
Há cavalos selvagens em cada esquina. Há seres estranhos em cada olhar.
Será que perdi alguma coisa que nunca cheguei a possuir de fato? A vida e seus absurdos surreais!
Algo acontece nesse ínterim, nesse meio, nesse atalho, nessa trincheira exposta de feridas ausentes.
Algo enlouquece-me sem tirar-me da sobriedade. Algo invade-me sem o meu convite. Algo padece longe daqui...
Saudade roxa!
Saudade que assola-me a alma ainda infantil!
Mas não há do que reclamar.
Esses, no entanto, são os meus dias longe de casa, longe do meu pedaço esquizofrênico que ficou perdido naquelas ruas e avenidas, naquelas festas e bebidas, naquelas noites tão vadias, porém, minhas!
... preciso limpar a poeira desses quadros pintados por outra mão.
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Depois de tirar a poeira
Ainda, sem eira nem beira
Retire também a moldura
Desenha o que quer que você queira
Brinque com a tela, pura
Faça do quadro uma vida
sem raiva, sem amargura
Mais bela, mais colorida
Seja com lápis de cor
Que seja com tinta ou giz
Mas com sonho, carinho e amor
E diga ao final: "Eu fiz"
Você é inspiradora! Te adoro!!!
Seu eterno fã!
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